A Casa Serrinha surge como uma resposta direta à topografia desafiadora e ao denso adensamento arbóreo do terreno em São Paulo. Nossa abordagem priorizou a mimetização da estrutura, utilizando o concreto aparente e a madeira lamelada para estabelecer um diálogo cru e brutalista com a natureza circundante.
Os desafios da insolação na face sul foram solucionados através da implantação de um generoso átrio central, que não apenas organiza os fluxos verticais da residência, mas também atua como um captador de luz difusa durante todo o dia. As grandes aberturas em vidro piso-teto dissolvem a barreira entre o interior confortável e a paisagem árida.
O resultado é um espaço onde a gravidade visual dos materiais é contraposta pela extrema leveza dos vazios internos. O mobiliário, desenhado exclusivamente para a obra, serve como uma continuação da própria arquitetura, provando que a verdadeira sofisticação reside na redução absoluta ao essencial.






// DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
CASA SERRINHA — PLANTA BAIXA TÉRREO
CASA SERRINHA — CORTE LONGITUDINAL AA'
CASA SERRINHA — FACHADA PRINCIPAL SUL
CASA SERRINHA — PLANTA DE IMPLANTAÇÃO
// VAMOS CONVERSAR